domingo, 27 de setembro de 2015

Indonésia_Jacarta 1

Primeiro dia depois de muitas horas de viagem. Saímos de Lisboa às 15,50h e aterramos em Jacarta vinte e uma horas depois.Durante esse tempo ainda houve duas escalas. Estamos com seis horas de diferença em relação a Portugal.
Hoje, domingo, foi o primeiro dia na cidade.
Surpresa: dia sem carros (durante a manhã) usufruir de uma coisa impensável, andar calmamente nas ruas.
Passeio de reconhecimento a Merdeka onde está o monumento de Sukarno à nação.
A partir do meio dia tudo voltou ao império dos veículos motorizados e, também pudemos experimentar a aventura de atravessar as ruas.
Andamos de comboio até Kota, zona da cidade antiga com arquitetura de influência holandesa. Almoço no carismático Batavia, frequentado pelo holandeses na época colonial.
Nova viagem de comboio para ir até ao bairro de Medan, bairro onde viveu Obama. Entramos na última carruagem porque o comboio ia começar a andar. Dois polícia dirigiram-se aos dois homens do nosso grupo e gesticulavam que eles tinham de sair dali conduzindo-os para a carruagem seguinte.Nós, as três mulheres do grupo, olhando à nossa volta, só vimos mulheres e algumas sorrindo.Percebemos que aquela carruagem era só para mulheres. Assim que, espreitando, percebemos que na carruagem para onde nos tinham levado os companheiros, era mista, juntá-mo-nos a eles.







quarta-feira, 2 de setembro de 2015

2015 Viagem à INDONÉSIA

 
 

Plano geral da viagem

Indonésia

25 Setembro a 18 de Outubro 2015
 

 

domingo, 7 de dezembro de 2014

Teerão

A viagem foi longa com escala em Istambul e chegada ao hotel cerca das 2H00 da madrugada.
Alguma ansiedade por estarmos no Irão e a curiosidade em começar a conhecer a sua capital, levaram-nos à entrada do hotel pelas 9H00 da manhã, onde já se encontrava o nosso guia.
Teerão é uma mega metrópole de 12 milhões de habitantes, um trafego caótico e muita poluição, que aliás sentimos no ar que se respira, enquanto seguíamos na direção da nossa primeira visita.
Museu Nacional do Irão é um edifício recente construído em 1936,e foi projetado pelo arquiteto francês André Godard.
No seu interior possui uma pequena quantidade de peças arqueológicas das eras paleolíticas, neolítica, da idade do bronze, da idade média e dos períodos Aquemida, (700 a 330 A.C.), Seleucida (330 A.C. a 224 D.C.), e Sasanida (224 a 651 D.C.). A ala islâmica a mais recente foi inaugurada em 1996.
Da dinastia de Dário I, (521 A.C.), é possível observar uma pedra com os símbolos das várias regiões, era sua disposição, de após a conquista de novas das regiões, manter nos seus postos os dirigentes das regiões ocupadas, os antigos reis, que foram reconvertidos em sátrapas, uma espécie de governadores, com autonomia para recolher impostos, manter a ordem e zelar pelos dos seus povos.
Para controlar o seu império, que ia desde o Danúbio ao Mar Aral, desde o Nilo ao Ganges, Dário I montou um sistema de informações, conhecido por olhos e orelhas do rei, mas também implementou uma rede de estrada, correios e sistema monetário capaz de gerir um império desta dimensão.
O museu é interessante pela antiguidade das peças expostas, que são na sua maioria proveniente de Persépolis e Pasargadae.
Saídos do museu a pé pela rua adjacente, encontramos o Museu do Vidro e da Cerâmica.
Neste museu que expõe mais vidro que cerâmica, é de realçar um recipiente em cerâmica com 3.000 anos e uma coleção diversificada de frascos para perfumes, que vêm desde o Sec. X (D.C.).
Próximo destino é Golestan Palace, para lá chegar apanhamos um táxi muito velho, que nos deixou na praça Komeny, que não é imã mas foi líder do Irão.
De seguida dirigimo-nos à praça Khordad, que possui um conjunto de edifícios e palácios que são património da humanidade, classificados pela Unesco em 2013, todo o conjunto é murado e rodeado por canais de água das montanhas que rodeiam a a cidade.
Deste conjunto destaca-se a primeira construção, o palácio atribuído ao Xá Abbas I, (1587-1629).
Revela estilos diferentes, pois foram adicionados novos palácios pelos seus sucessores, e que vão desde os azulejos de cor azul e amarela trabalhados nas fachadas, até à profusão de espelhos do último palácio construído no Sec. XIX, denotando a influência da realeza ocidental.
Porque não havíamos ainda almoçado, o nosso guia sugeriu e bem o restaurante tradicional, Timche Akbaryeh no Oudlajan Bazzar, para comer o prato tradicional o dizi, .É um ensopado de carneiro com grão.
Neste percurso passamos diante do grande bazar de Teerão, onde não entramos porque a multidão era enorme e o tempo já era escasso e a perspetiva do almoço era mais aliciante.
Depois de vinte minutos a pé entre ruelas e becos, chegamos ao restaurante, diga-se bem tradicional, já que se come em esteiras. No início foi um banco e mais tarde passou a ser um restaurante, aliás o inverso do que se passa no nosso país.
Acontece é que não fomos servidos. Explicou o guia que tinha pedido para guardar um prato tradicional, o dito dizi, mas tinham-se esquecido e já não havia.
Assim novamente de táxi bem mais velho que o anterior, almoçamos noutro local, próximo do nosso novo destino.
Museu Nacional da Joalharia, fortemente guardado, onde não é permitido fotografar, está no subsolo do banco central do Irão, tem peças valiosas em ouro, prata e pedras preciosas de dimensões grandes e pequenas, da dinastia Safávida, que governou a pérsia de 1502 a 1736.
Esta coleção que contém o famoso diamante Dary-ye-Nur, que significa mar de luz, pesa 182 kilates, de cor rosa pálido, o mais raro e mais antigo diamante rosa já visto, que reduz á escala de pobreza muitas das coleções de joias por este mundo fora.
Fim do primeiro dia em Teerão.
















 


 



 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

    

 





 






 


 


sábado, 6 de dezembro de 2014

Prólogo de uma viagem ao Irão


 

Viajar é sempre bom, enriquece-nos o espirito e mente.

Como dizia o poeta iraniano Rumi "vive a vida como se tudo tivesse sido arranjado para te favorecer".

Todos os anos gostamos de viajar e este ano o projeto era voltar á Asia, onde havíamos estado em 2013.

Contudo o tempo foi decorrendo e eis que nos surge na ideia o Irão.

Médio Oriente, conflitos permanentes, alguns receios e também medos, pelas notícias e informações através da imprensa, mas a vontade de conhecer a civilização persa, terra do imperador Ciro, (640-600 A.C),citado no Antigo Testamento, e berço da civilização ocidental, por onde andou Alexandre – O Grande, (330-323 A.C.), tornou-se um valor mais elevado.

E assim aqui vamos nós em meados de Novembro de 2014.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

DEZEMBRO_calendário 2014


DEZEMBRO

Dezembro de December (décimo mês, de decem).

Os campos cheiram a humos que renascem dos despojos que vestiam as árvores cujas hastes nuas, recortando o horizonte, se erguem em preces como esqueletos à espera de nova personagem. Se as olharmos deitados no chão entre nós e o céu fica um teto feito de rede negra que nos aprisiona.

Os jarros, flores solitárias, também chamadas “lírios da paz”, despertaram e romperam a terra com o seu caule e folhagens verdes lisas. No seu cume desabrochará, alva em leque fechado, copo pontiagudo e macio uma espécie de representação da virtude aberta para o céu protegendo a perfeição fálica do amarelo sol que despertará no início do próximo ano. Apetece perguntar porque regressam as suas folhagens quando o sol deixa de queimar e aguardam a floração para quando o sol começa a deixar de ser tão raro.

Hirtos e mudos os jarros, ainda sem flor, vociferam: - Nós trazemos pedaços de sol das entranhas da terra em mudas melodias tóxicas que representam a paz.

- Porque é que a planta que simboliza a paz é tóxica? Questiona intrigado o inocente pardal.

- É para se defender dos predadores. Responde a astuta lagartixa dissimulada entre folhas e pedras que se confundem com a sua cor.

Porque se a paz não é só a ausência de guerras, devemos aos mais novos a aprendizagem de viver os conflitos em harmonização o que, em parte, está na natureza do jarro.

Em Dezembro, o derradeiro mês do calendário que marca o tamanho do espaço da dança da terra em redor do sol, quando tudo parece mais sombrio e adormecido, é o tempo de procurarmos o nosso oculto sol nos humos dos despojos da existência pretérita.

Tomemos como avisada a existência contraditória do “lírio da paz” pois somos semente e fruto de um imenso mistério.
 
 
 

 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

TRAVESSIA_Anotação I


TRAVESSIA anotações
As palavras são guardadoras das experiências de cada um. O que cada um guarda dentro delas será diferente e único, por isso, através delas, essa recriação das experiências, nesta travessia pode acrescentar ao mundo outros mundos.
Por outro lado, provavelmente, já estará tudo relatado mas, como em cada um há uma espécie de recomeço assim se transforma cada retorno numa repetição única.
Creio que há palavras que exalam imagens e soltam desenhos e também suponho que há desenhos e imagens que nos inundam de poesia e narrativas e essa alquimia talvez sejam as pontes possíveis entre a estepe da experiência e a floresta de ser. Haverá ainda para além da estepe e da floresta de cada um, o deserto e esse será o cenário que se avista em toda esta travessia e que só é alcançado quando nos encontramos com o seu fim.  
Mas há também um abismo entre aquilo que é e as palavras. Abismo entre a palavra dor e a dor indizível, entre a palavra amor e o amor indiscritível, entre a palavra vida e a vida indecifrável.

Anotação I
Finalmente a Cica revoluta que também é conhecida por sagu, palma-de-Santa Rita ou palma-de-Ramos revelou-se uma fémea.
Decorreram alguns anos desde que, ainda pequenina, foi plantada no local aonde está. No quintal, virada a nascente para que, em todas as estações do ano, possa usufruir de boa exposição solar. Inicialmente eram duas que, contíguas se impunham exibindo a sua côncava campânula circular verde sobre uma cilíndrica base atarracada ao chão. Duma delas, passado algum tempo, junto ao sopé do tronco brotou uma gémea. Na tentativa de aumentar a prole foi tentada a separação. Resultado, a que se retirou e replantou acabou por sucumbir mas do local amputado voltou a rebentar a gémea ainda com mais fulgor. Face às forças da natureza as gémeas foram crescendo digladiando-se para harmonizar as folhas que irrompiam de cada uma. Sempre que o emaranhado ficava mais caótico a poda tentava repor o corpo de cada uma. Uma delas viu-se forçada a crescer inclinada dado que a mais desenvolvida não abdicou da sua posição vertical.
Assim foram crescendo as gémeas e a solitária afastadas quanto baste para que entre as suas folhagens se possa passar. Do seu centro, hirtas iam saindo tenras folhas que à medida que cresciam ligeiramente se horizontalizavam empurrando as mais velhas em direção ao chão. Olhando-se para elas o seu corpo configura-se num circular leque que nos recorda muitas saias invertidas num desassombrado erotismo. 
Aparentemente o seu centro era igual. A mesma cor, o mesmo volume e a mesma textura aveludada. Nem sinais de fémea nem de macho, assim imberbes se foram passando os anos.
Recentemente, numa das gémeas, um invulgar inchaço exuberante irrompeu do seu centro como um ovo gigante pontiagudo coberto por folhagens aveludadas, quase plumagem em forma de sobrepostas labaredas que parecem suplicantes mãos erguidas aos céus. O ovo avolumou-se e prenhe começou a esgaçar. A plumagem alvoraçou-se e as labaredas coladas separam-se. Por essas nesgas ficaram visíveis, num tom rosado de salmão, quase maduras as suas crias. Estava prenhe e prestes a dar à luz os seus embriões. No seu papel de mãe, as folhas da Cica revoluta foram perdendo a verticalidade, foram-se abrindo para espaço darem às sementes que amadureciam no seu ventre.   
As suas folhas espinhosas irradiam proteção e formam em torno do seu centro uma auréola de verde forte. Nada é liso, tudo parece serenamente assanhado. Formas angulosas e pontiagudas alinham-se com um rigor que explode em cada folha. Esta planta tem um aspeto arbóreo, no entanto é considerada um arbusto. É uma das plantas mais antigas do mundo.
Contemplo com emoção os embriões em forma de sementes que a Cica tão bem protege. Aguardo a hora do parto quando preparados se sintam para cair à terra e nela encontrarem outra mãe que acolha o seu outro nascimento. Sinto-me responsável por eles e a minha ignorância tento colmatar para melhor corresponder à responsabilidade pelo seu futuro. Porque não estão localizadas num ambiente do seu reino uma vez que os seus progenitores agarrados estão a um jardim dominado por humanas conveniências não será fácil ali vingarem. Assim ali dependentes estão da humana intervenção. Por isso lhes devo proteção.
 
 

domingo, 26 de outubro de 2014

NOVEMBRO_calendário 2014


NOVEMBRO

Novembro de November (nono mês, de novem, e data dos jogos plebeus (latim Ludi Plebeii), um festival em homenagem a Júpiter). Júpiter (em latim, Iuppiter) é o deus romano do dia, comummente identificado com o deus grego Zeus. Também é chamado de Jove (Jovis). Na mitologia romana Júpiter é o pai do deus Marte. Assim, Júpiter é o avô de Rômulo e Remo, os lendários fundadores de Roma. Júpiter é filho de Saturno e Cibele.

Os jogos (Ludi) incluíam performances teatrais ( ludi scaenici) e competições desportivas.

As flores brancas da magnólia de folha perene, por esta altura, já cumpriram o seu ciclo abandonando-se em queda, pétala a pétala e, no seu lugar perpetuam-se com uns casulos rugosos e ásperos guardiões de secretas sementes em forma de lágrimas escarlates que escorrem dos seus alvéolos. É tempo de os contemplar como se de deuses se tratassem guardiões de efémeras eternidades.

Os melros, esses permanecem sempre por aqui. Sentinelas dos ares remexem as terras para angariarem sustento que a escassez de frutos obriga. Sabem que tudo é transitório e que em breve os frutos chegarão.

O frio morde e as oliveiras que com ele amadurecem o néctar doirado em cachos negros luminosos pendentes de troncos cheios de morte aparente. Corroídos de cavernas repletas de tempo aparentam-se alheias à vida como velhos em estado de vigília sonolência fingindo não verem nem ouvirem tudo o que já sabem. Do seu interior saem séculos que vêm dos inícios do tempo gravados nas suas esbeltas rugas que esperam, sem pressa, que umas mãos as sintam.

É chegado o tempo de compreender a textura do tempo em estado sólido.